terça-feira, 1 de junho de 2010

Missão Novo Airão

Quase um mês após a minha chegada, em Março, participei de uma missão subindo o Rio Negro, passando por várias comunidades e finalizando em uma cidade um pouco maior chamada Novo Airão.

Uau!! Foi praticamente a única “palavra” que consegui pronunciar ao ver, atracado no porto, um barco relativamente grande que seria nossa casa durante aquela uma semana de viagem. Logo entrei para arrumar as minhas coisas e amarrar a minha rede no meio daquelas quase 40 que estavam organizadamente espremidas na parte superior do barco.


Nossa aventura começou no domingo bem cedo, viajamos aproximadamente 8 horas até a primeira cidade, onde paramos somente para abastecer e continuamos subindo o Rio para mais 8 horas até o nosso destino, uma comunidade Ribeirinha chamada Bacaba.

Nessas tantas horas que passamos no barco não faltou tempo para ler, tirar muitas fotos, dormir um pouquinho e, é claro, conhecer, na medida do possível, nossos convidados, estudantes da Universidade de Loma Linda, dos Estados Unidos.
Digo na medida do possível por que, quem me conhece sabe que inglês nunca foi o meu forte...rs...então, dentro do que era possível, conversávamos...arranhando as vezes um espanhol, fazendo mímica...rs...ou é claro, o que era melhor, ficando ao lado de nossos queridos tradutores, que tornavam tudo mais fácil! =)

Começamos então descendo o negro e quente Rio Negro, parando durante os dias nas comunidades ribeirinhas e, a noite, viajando para a próxima. Dormimos, comemos e tomamos banho dentro do barco (esse ultimo as vezes fazíamos no Rio mesmo). O clima foi muito agradável durante todos os dias e os carapanãs (mosquitos, pernilongos) fizeram o favor de praticamente não nos incomodarem.
Ao longo da viagem nos deparamos com situações e realidades não muito comuns ao que estamos acostumados. É incrível como, no meio do nada, um agrupamento de famílias forma, aos poucos, uma comunidade. Grande parte vive da pesca que fazem e dos alimentos que plantam. A falta de saneamento, de água potável, de educação, somados a pobreza, trazem uma série de doenças e desconfortos para os moradores desses lugares.
Em lugares onde médico e dentista são peças raras, poder oferecer estes serviços gratuitamente, ensinar e conscientizar a respeito de coisas básicas e, especialmente, poder levar a esperança e a certeza de um Deus que os ama e de que em breve voltará, torna todo o esforço válido e sem preço que o possa pagar.












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